terça-feira, 15 de maio de 2007

ESPIFISITE

Alteração inflamatória que ocorre por desorganização estrutural da matriz óssea e da cartilagem de conjugação da linha de crescimento nos potros; Mais comum na porção distal do rádio; Caracteriza-se pela presença de espessamento das epífises, problemas de aprumo e desequilíbrio.



Projeção dorsopalmar da epífise distal do rádio
- espessamento e irregularidade da linha epifisária, mais evidente em região medial; aumento de tecidos moles

ALTERAÇÕES RADIOGRÁFICAS DO SISTEMA LOCOMOTOR DOS EQUINOS

O exame radiográfico do sistema locomotor dos eqüinos apresenta algumas dificuldades:
Tamanho do animal
Dificuldade na contenção
Aparelhagem adequada
Presença de sensibilidade dolorosa exacerbada em algumas afecções dificultando o exame radiográfico

Devemos considerar ainda a necessidade de preparação prévia do animal antes da realização do exame radiográfico:
Limpeza da região a ser examinada;
Retirada de ferraduras;
Contenção química ou física adequada;
Colocar algodão nos ouvidos e tapar os olhos do animal

Classificação das Afecções do Sistema Locomotor dos Equinos
Anomalias do Desenvolvimento
Alterações traumáticas
Alterações degenerativas

DEFORMIDADE DE ANGULAÇÃO DOS MEMBROS

Desenho esquemático de um potro com deformidade na região carpal do tipo valgus (A) e na região metacarpofalangeana esquerda do tipo varus (B)


Deformidade de angulação da região metafisária do tipo “valgus” antes e 4 meses após o tratamento cirúrgico

TÉCNICA RADIOGRÁFICA

PROJEÇÕES :
Craniocaudal ou caudocranial
Lateral
Medial ou lateral oblíqua
Flexionado ou estendido

ANATOMIA RADIOGRÁFICA

SINARTROSES: articulações sem nenhuma mobilidade e sem uma cavidade articular. sindesmose: ossos unidos por tecido fibroso denso. Ex.: ossos do crânio
sincondrose: ossos unidos por uma cartilagem hialina. Ex.: esternebras
sinostose: ocorre com a idade, quando ossos tornam-se unidos por tecido conjuntivo
sinfise: ossos unidos por um tecido fibro-cartilaginoso. Ex.: sínfise púbica e mandibular

DIARTROSES: articulações que permitem grande mobilidade e possuem diversos componentes articulares.
Ex.: articulações do ombro, coxofemoral, joelho,sacroilíaca.

Componentes de uma articulação normal
cartilagem articular
cavidade articular
líquido sinovial
cápsula articular
meniscos (eventualmente)



INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA

Alterações na interlinha radiográfica
alargamento (acúmulo de líquido articular)
estreitamento (perda de líquido ou destruição da cartilagem)
desaparecimento (destruição da cartilagem e perda da capacidade articular)

Alterações epifisárias
lâmina óssea subcondral (osteólise ou esclerose)
osso sub-condral (por contiguidade)
zona pericondral (osteofitos)

Alterações dos tecidos moles
podem ser aumento de volume causados por deposição de substâncias

Alterações dos eixos ósseos
luxações - alterações traumáticas onde há perda da relação entre as superfícies articulares de dois ossos, com alterações morfológicas e estruturais

Alterações do desenvolvimento
luxação coxofemoral congênita; displasia coxofemoral; necrose avascular; osteocondrose ou osteocondrite dissecans; não união da apófise ancônea.

AFECÇÕES ARTICULARES
Alterações degenerativas (artroses ou osteoartroses)
Primária: senilidade, artrose (diminuição do espaço articular, esclerose subcondral, degeneração da cartilagem subcondral)
Secundária: em função de uma afecção pré-existente. Por exemplo em função de uma displasia coxofemoral pode haver desenvolvimento de um osteofito na face cranial do acetábulo

Artropatias Neoplásicas
São raras: sinovioma; sarcoma de célula sinovial; osteossarcoma secundário; metástases; hemangiopericitoma.

Radiograficamente: alterações osteolíticas envolvendo um ou mais ossos na articulação; aumento de volume de tecidos moles; derrame articular (efusão) e luxação patológica

Artropatias Inflamatórias
Artrite Séptica
Sinais clínicos: mono ou poliarticular; febre; leucose; rara em pequenos animais
espessamento e distensão de cápsula articular
aumento do espaço articular
superfície articular irregular com erosão da ossaturasubcondral e esclerose
anquilose
subluxação ou luxação
Artrite Reumatóide ou Asséptica

Sinais clínicos: é sempre bilateral; febre

Articulações afetadas: carpos; joelho; cotovelo; tarso; escápulo umeral; metacarpo falangeana

Radiologicamente:
aumento de volume de tecidos moles; distensão da cápsula articular; diminuição do espaço articular (destruição da cartilagem); cistos e áreas osteolíticas na ossatura subcondral; áreas de lise nos pontos de fixação dos ligamentos; sub luxação e luxação

Articulações fibrosas



As articulações fibrosas incluem todas as articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido conjuntivo fibroso também conhecido como ligamento sutural. Há dois tipos principais de articulações fibrosas:

Suturas e Sindesmoses.
Dependendo em parte do comprimento das fibras de tecido conjuntivo que mantém os ossos unidos.

Suturas
Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou sulcos, que os mantêm íntima e firmemente unidos. Conseqüentemente, as fibras de conexão são muito curtas preenchendo uma pequena fenda entre os ossos. Este tipo de articulação é encontrado somente entre os ossos planos do crânio. Na maturidade, as fibras da sutura começam a ser substituídas completamente, os de ambos os lados da sutura tornam-se firmemente unidos, fundidos. Esta condição é chamada de sinostose.

Termos morfológicos:

- Serrátil;
- Denticulada;
- Escamosa;
- Limbosa;
- Plana;
- Esquindilese.

Sindesmoses
Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso, mas não ocorre nos ossos do crânio. Na verdade, a Nomenclatura Anatômica só registra dois exemplos: sindesmose tíbio-fibular e sindesmose radio-ulnar.

Gonfoses
Também chamada de articulação em cavilha, é uma articulação fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas cavidades alveolares na mandíbula e maxilas. O colágeno do periodonto une o cemento dentário com o osso alveolar.

A formação das articulações e da cartilagem no embrião

Assim com os demais tecidos conjuntivos, as articulações e cartilagens derivam do mesênquima.

Articulações e cartilagens: A formação da cartilagem tem início pela condensação do mesênquima, que passa a ser um tecido pobre em matriz extracelular. Ocorre porém, com o tempo, o acúmulo gradativo de substâncias formando a matriz cartilaginosa. As células se afastam, retraem seus prolongamentos e transformam-se em condrócitos.



Em A corte transversal de um embrião de 4 semanas. B corte frontal mostrando a condensação dos células do esclerótomo. C corte transversal de um embrião com 5 semanas mostrando a formação de um vértebra mesenquimatosa ao redor do tubo neural. D corte frontal mostrando q ae vértebras são formadas por uma porção cefálica e outra caudal.

Os ossos e articulações são formados a partir de cartilagens (ossificação endocondral) ou de uma membrana conjuntiva (ossificação intramembranosa), no entanto esse processo é abordado do capítulo de Tecido Ósseo da página de Histologia Geral. As vértebras têm origem a partir do esclerótomo. As células da porção cranial do esclerótomo dispõem-se de maneira frouxa e as porção caudal proliferam. A metade cranial de um esclerótomo se funde a metade caudal do esclerótomo a frente, originando assim o corpo vertebral.



Estágios do desenvolvimento das vértebras. Em A vértebra com 5 semanas. B com 6 semanas. C mostra os centros de ossificação primária com 7 semanas. D vértebra torácica ao nascimento. E e F vértebras torácicas na puberdade mostrando os centros de ossificação secundários.

As costelas originam-se de expansões ventrolaterais dos esclerótomos. O esterno forma-se a partir de duas barras cartilaginosas que se unem na linha média ventral. Simultaneamente as extremidades ventrais dos 7 primeiros pares de costelas juntam-se ao esterno em formação. As vértebras, costelas e esterno têm ossificação endocondral.
Os membros inferiores e superiores também tem ossificação endocondral. Por volta da 7ª semana surgem peças cartilaginosas cujas formas se assemelham aos ossos a que darão origem. Na 8ª semana começa então o processo de ossificação. A clavícula é uma exceção, pois sua ossificação é intramembranosa. O osso da pélvis tem três centros de ossificação que correspondem aos três ossos pélvicos que se fundem futuramente.



Os ossos e articulações do crânio são originados de ossificação tanto intramembranosa quanto endocondral a partir do mesênquima presente na região cefálica do embrião e nos arcos braquiais.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Articulações sinoviais



Este grupo de articulações, é caracterizado pela presença de uma cavidade articular com uma membrana sinovial na cápsula articular e por sua mobilidade. São igualmente denominadas articulações móveis ou verdadeiras. Uma articulação simples é aquela formada por duas superfícies articulares: uma articulação composta forma-se com várias superfícies articulares.

As seguintes estruturas entram na sua formação:
1- Superfície Articular: Contituídas de tecido ósseo denso especial.
2- Cartilagem Articular: Revestem as superfícies articulares dos ossos.
3- Cápsula Articular: Compõe-se de camada externa constituída de tecido fibroso, e interna chamada membrana sinovial.
4- Ligamentos: Fortes cintas de membranas, compostos de tecido fibroso branco.
5- Discos e Menidiscos: Placas de fibrocartilagem ou tecido fibroso.
6- Cartilagem Marginal: Anel de fibrocartilagem que rodeia a borda de uma cartilagem articular.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Artrologia: Oque é?


Acima: Articulações da ossada de coluna vertebral de ruminantes. Os ligamentos, representados em vermelho são importantes estruturas de sustentação corporal.

Artrologia é o estudo das articulações, que no nosso caso, será de animais. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto, quer sejam ossos, quer cartilagem, empregamos os termos juntura ou articulação. As articulações podem permitir, ou não, a existência de movimentos.

Existem classificações para a Artrologia:
- Articulações de Movimento
- Articulãções do Tecido interposto
- Articulação Funcional
- Articulação Morfológica